Autor: Louis Rodolphe Agassiz
Tradutor: Felix Vogeli
Publicação: Paris, Librairie de L. Hachette
Edição: 1ª. ed. - 1869
Descr. Física: 8to. - 24x17x3.7 cm
Idioma: Francês
Paginação: 1 f.g. + 1 f.b. + x + 532 p. + 1 f.b. + 1 f.g. + 5 f. est. mapas.
Conservação: Muito bom; primeiras folhas e tapa frontal com sinais de umidade na extremidade; f. levemente escurecidas-acidificadas.
Encadernação: Enc. da época 1/4 em couro vermelho, lombada e bordas das f. gravradas em dourado.
Ilustração: 54 gravuras dentro e fora de texto e 5 est. mapas sendo 1 desdobr.
Valor: R$1.800,00
Ref. Ext.: Borba de Moraes 1, 15
Viagem ao Brasil ed. Itatiaia/EDUSP 1975
Brasiliana da Biblioteca Nacional 2001
Notas: Anterosto
Por baixo do pé de imprensa: "Tous droits réservés"
SOBRE OS AUTORES
Felix Vogeli era professor de francês na escola militar do Rio de Janeiro e foi quem acompanhou Agassiz pelo Amazonas. Ele traduziu a obra do inglês para o francês nesta primeira edição, certo que as edições em francês posteiores sempre o indicavam como tradutor primário "abregée sur la traduction de F. Vogeli par J. Belin de Launay..."
Jean Louis Rodolphe Agassiz nasceu em Môtier, 18 de Maio de 1807 e faleceu em Cambridge, 14 de Dezembro de 1873, foi zoólogo e geólogo suíço, notório por sua Expedição Thayer.
Louis Agassiz nasceu em Môtier (Vully), no Cantão de Friburgo, Suíça. O início da sua educação começou em casa, seguido de quatro anos numa escola secundária em Bienne (alemão Biel), completou os seus estudos elementares na academia de Lausanne. Seleccionando a medicina como a sua profissão, estudou nas universidades de Zurique, Heidelberg e Munique. Em seguida aumentou o seu conhecimento nos processos biológicos, especialmente na Botânica. Em 1829, doutorou-se em Erlangen e em 1830 doutorou-se em medicina em Munique.
Mudou-se para Paris e ficou sobre a tutela de Alexander von Humboldt e de Georges Cuvier, que o lançaram nas suas carreiras da Geologia e do Zoologia respectivamente. Até esta altura não prestou nenhuma atenção especial ao estudo da Ictiologia, a qual se transformou na grande ocupação de sua vida, ou pelo menos na área em que actualmente é mais recordado.
Em 1819-1820, Johann Baptist von Spix e Carl Friedrich Philipp von Martius estiveram envolvidos numa expedição no Brasil, e no seu regresso a Europa, entre outras colecções biológicas, trouxeram um importante conjunto de peixes de água doce do Brasil, especialmente do rio Amazonas.
Por outro lado, diz a "Brasiliana" abaixo citada, em sua página 75, que como Arthur de Gobineau, representou o ponto de vista do racismo científico entre nós. "Preocupado com as sociedades que se estabeleceriam após a abolição da escravidão nas Américas, Agassiz, assim como Gobineau, criticava a mistura étnica.
Entre 1865 e julho de 1866 vem ao Brasil, como chefe da expedição Tayer, saindo de Nova Iorque, passando pelo Rio de Janeiro, Minas Gerais, nordeste do Brasil e terminando na Amazônia. Como resultados de sua viagem publicou o livro Journey to Brazil em 1868.
Nesse sentido, sua viagem ao Brasil, realizada , tornou a Amazônia uma espécie de laboratório de estudos sobre a mestiçagem brasileira e pretendeu fortalecer o campo político de parte da elite norte-americana que pregava a segregação dos negros. Ele diz, explicitamente:
"Aqueles que põem em dúvida os efeitos perniciosos da mistura de raças e são levados, por falsa filantropia, a romper todas as barreiras colocadas entre elas deveriam vir ao Brasil."
Na Amazônia, Agassiz ficou viuvo e procurou nova mulher, realizou fotos de habitantes de cunho menos artístico que, por exemplo, as fotos tiradas por Albert Frisch, pois os retratou em poses típicas da antropometria, que davam destaque à conformação das partes dos corpos e suas proporções, sem preocupação com a inserção dos indígenas em seu ambiente.
Recebeu a medalha Wollaston concedida pela Sociedade Geológica de Londres, em 1836.
SOBRE A OBRA
A primeira edição foi publicada no idioma inglês em 1868 em Boston. Esta que apresentamos trata-se da 1ª. edição em francês. A obra foi reimpressa diversas vezes.
A importância de Agassiz, segundo a obra "Brasiliana da Biblioteca Nacional", página 60, reside no fato de que ele "parece ter sido um dos que demarcaram os novos limites entre textos científicos e relatos de viagem. O texto Viagem ao Brasil (1867) foi redigido por sua esposa Elisabeth, que se encarregou dos detalhes pitorescos, das descrições de paisagens e da narrativa de suas peripécias.
O naturalista aumentou o texto com notas que explicavam de forma aprofundada o que Elisabeth expusera de forma geral e acrescentou-lhe um capítulo final e um apêndice." A presente obra ilustra a viagem do Lorde Agassiz ao Brasil, com belas e interessantes gravuras, incluindo algumas ilustrações de página inteira retratando paisagens e cidade', penteados, trajes e ornamentos, cenas da vida quotidiana, mapas da Amazônia, etc.
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