Vida

de

D. Fr. Bertolameu

dos Martyres

 

Luis de Sousa

 

 1763



Especificação

Autor: Luis de Sousa


Antigo Possuidor: Manoel da ...?


Publicação: Lisboa, na Officina de Joam da Costa

 

Edição: 1ª. ed. - 1763


Descr. Física: Tomo II de 2

                       24mo. - 15x10x3.5 cm


Idioma: Português


Paginação: 516 p. + 1 f.b.


Conservação: Bom; sinal de bolor e mancha de umidade nas primeiras, últimas e algumas páginas centrais.


Encadernação: Enc. da época inteira em couro marrom escuro, lombada gravada em dourado.


Valor: R$380,00


Ref. Ext.: Innocencio 5, 327-328 e 13, 353


Notas: Tomo II somente de 2

            Por baixo do pé de imprensa: "Com as licenças necessarias"

            Pert. ms. na f. de rosto: Este livro he de Manoel ...?

     

 

 

SOBRE O AUTOR

 

                            Luis de Sousa, quarto filho de Lopo de Sousa Coutinho, nasceu em 1555 em Santarem e faleceu no mês de maio de 1632.

 

Consta que depois de concluído os primeiros estudos, determinára seguir a profissão das armas, ou se alistará, como alguns dizem, na ordem militar de malta, e a bordo de um grupo da mesma ordem, foi capturado pelos mouros e conduzido para Argel, pelos anos de 1575-1576. Nesta cidade adquiriu conhecimento e trato de amizado com Miguel de Cervantes, que para alí fora levado na mesma condição pouco tempo antes.

 

Resgatado ao que parece no ano de 1577 (o mesmo em que faleceu seu pai), regressou a Portugal através da Espanha. Casou em 1584 com D. Magdalena de Vilhena, tida por viúva de D. João de Portugal, que passava por morto na jornada à África; e continuou residindo ora em Lisboa, ora na vila de Almada.

 

Sabe-se que estava em Madrid no ano de 1600, e crê-se então que empreendera uma viagem ás Indias Ocidentais, retornando à pátria em 1604.

 

Viveu alguns anos com sua família até que em 1613 ele e sua esposa, decidiram se separar, recolhendo-se ela ao convento do Sacramento de Lisboa e ele no de S. Domingos de Benfica. Viveu ele no convento por 19 anos, durante os quais não quis aceitar na ordem cargo algum se não o de Cronista, a que o obrigou a obediência.

 

 

SOBRE A OBRA

 

                            A primeira edição é de 1619.