Sabará

 

Rugendas

 

 1840c



Especificação

Autor: Monthelier


Escultor: Thierry Freires; Engelmann


Gravador: Rugendas


Descr. Física: AF 29x23.3 cm

                       AI 24.3x16.6 cm


Idioma: Francês


Verso: Branco


Conservação: Bom; a gravura está colada em papel cartonato.


Valor: R$600,00


Notas: Litogravura

            Assin.: Dess d´ap. nat par Rugendas; Lith

     

 

SOBRE O AUTOR

 

                            Johann Moritz Rugendas (Augsburgo, 29 de março de 1802 — Weilheim, 29 de maio de 1858) pintor alemão que viajou por todo Brasil durante 1822-1825 e pintou povos e costumes. Rugendas era o nome que usava para assinar suas obras. Cursou a Academia de Belas-Artes de Munique, especializando-se na arte do desenho. Pintor de cenas brasileiras, nasceu em Augsburg, em 29 de março de 1802 e faleceu em Weilheim, em 29 de maio de 1858.

 

De família de artistas, integrou a missão do barão de Georg Heinrich von Langsdorff e permaneceu no Brasil três anos.

 

Chegou em 1821 como desenhista da missão científica do barão de Langsdorff, viajando pelo país para coletar material para pinturas e desenhos. Acabou por se dedicar ao registro dos costumes locais, nos quais se pode notar o traço classificatório da arte botânica a detalhar os tipos humanos, as espécies vegetais e sua relação na paisagem. Quando se observa atentamente um desenho seu a bico-de-pena, por exemplo, entrevemos algumas de suas escolhas na conformação de sua narrativa plástica, para tornar legível a cena apresentada. Sabia «perfeitamente que a correção representativa não podia ser medida pela fidelidade à realidade, mas sim pela capacidade de transpô-la para a realidade da própria arte, o que envolvia um sem-número de convenções.

 

Diz a obra Brasiliana da Biblioteca Nacional, página 81: « Como os demais viajantes do século XIX, Rugendas era compromissado por princípio com a documentação de um mundo que permaneceu desconhecido devido às práticas defensivas e protecionistas da coroa lusa. Esse esforço documental incluía, porém, o registro da situação particular de percepção.» (…) «A tarefa de Rugendas não se restringia, portanto, à documentação de uma situação objetiva, envolvendo o esclarecimento do valor do dado sensório.» Para o comentarista, o dilema do artista era: «como esclarecer um mundo que não se converte em impressões ordenáveis? De um lado, uma natureza incompreensível em exuberância e escala, além de uma urbanidade inabordável em sua complexa associação de padrões civilizados e ausência de civismo. De um outro, um artista estrangeiro, estranho, incapaz de demonstrar qualquer intimidade com o Novo Mundo. A solução se apresenta na adoção de procedimentos objetivistas da classificação científica.» E ainda: «No lugar daquele conhecimento íntimo da natureza (…), Rugendas documenta a impossibilidade da realidade brasileira se converter em impressão.

 

Com apoio do naturalista Alexander von Humboldt, fez publicar suas memórias de viagem e transformou desenhos e aquarelas nas litografias do luxuoso álbum «Viagem pitoresca ao interior do Brasil.

 

Em 1831 embarcou por conta própria em outra viagem à América e visitou diversos outros países com o mesmo objetivo, até 1846.

 

Sua temática era predominantemente paisagística e de representação de cenas do cotidiano. Deixou desenhos a grafite e bico-de-pena de tipos americanos, brasileiros ou latino-americanos, estudos de plantas, índios, negros, retratos, vistas urbanas, paisagens.