Autor: François-Philippe Loubat, Barão de Bohan
Tradutor: João d´Ordaz Queiroz
Antigo Possuidor: Francisco ...?
Publicação: Lisboa : na Of. de Simão Thaddeo Ferreira
Edição: 1ª. ed. - 1791
Descr. Física: Tomo I de 2
12mo. - 17.5x11x2.7 cm
Idioma: Português
Paginação: 1 f.b. + xxxii + 311 p. + 1 f.est. + 1 f.b.
Conservação: Ótimo; mínimo pico de inseto que afeta a últ. f. e a f. est. ambas na borda; falta a est. num. I
Encadernação: Enc. da época inteira em couro marrom castanho, lombada grav. em dourado.
Ilustração: 1 estampas desdobráveis, 1 vinheta e 1 capitular.
Valor: R$2.200,00
Ref. Ext.: Innocencio 3, 363
Notas: Tomo II somente de 2
Por baixo do pé de imprensa: "Com Licença da Real Meza da Commissão Geral sobre o Exame,
e Censura dos Livros", "Foi taxado este Livro em papel a quatrocentos e oitenta"
Tít. original: "Examen Critique du Militaire Français, Suivi des Principes qui Doivent Déterminer
sa Constitution / Baron de Bohan", Genève, 1781, 3 vol.
F. est. desdobr. num.: Est II
Pert. ms. na contracapa: "Frans.... de Galhardo Rua de Estorão Galhardo"
SOBRE O AUTOR
François-Philippe Loubat, barão de Bohan, 1751-1804.
SOBRE O TRADUTOR
Inocêncio refere a possibilidade de o tradutor ser "João d ´Ordaz e Queiroz", sem no entando confirmar. João d´Ordaz Queiroz, foi primeiro Barão de Castelo-novo, tenente-general e Inspetor da cavalaria. Nasceu em Castelo-branco em 7 de agosto de 1729 e faleceu em Lisboa em 29 de Janeiro de 1804.
SOBRE A OBRA
Primeira e única edição desta rara obra militar.
Essa obra é precedida de um excelente discurso preliminar, onde o tradutor português se refere à deficiência de organização da cavalaria portuguesa de então, e à falta de obras "que servirão de guia, e instrução aos Officiaes novos". Está ai a justificação da obra do barão de Bohan e da sua tradução portuguesa, bem andando o tradutor em escrever o Discurso Preliminar e em semear pela obra muitoas notas com esclarecimentos, de forma a atualizar o trabalho de Bohan.
Neste discuros trata da evolução da tática da cavalaria e dos grandes progressos que essa arma recebeu de Frederico II e dos generais Ziethen e Zeiddlitz, especialmente deste que foi um poderoso auxiliar do filósofo Sans-souci, e do Imperador José II, ao passo que as Ordenações de Saint Germain mantinham em grande atraso a tática francesa da cavalaria.
O culto tradutor passa em revista os melhores tratadistas da época sobre a cavalaria militar, salientando as deficiências de Melfort, o atraso das ideias de La Balme e as audácias de Guibert.
A obra propriamente dita começa por mostrar a necessidade de instruir as tropas e fazer exércitos móveis e manobradores, passa a ocupar-se, sucessivamente da tática da cavalaria; da constituição das companhias, esquadrões e regimentos de cavalaria; das manobras e evoluções, marchas, retiradas, mudanças de frente, ordem oblígua, rompimento e organização de linhas, da tática das colunas, dos ataques, etc.
Por último ocupa-se da forma de montar a cavalo, da formatura das compnahias, pelotões e esquadrões; das conversões e recuos; dos combates a pé; das marchas, manejo e exercícios de tiro, e, finalmente, num magnífico capítulo, trata "Da escola da cavalaria".
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