Pão Partido em Pequeninos

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Armas da Castidade


Manoel Bernardes 

 

 1737



Especificação

Autor: Manoel Bernardes


Publicação: Lisboa Occidental, Na Officina da Congregação do Oratorio


Edição: 4ª. ed. - 1737


Descr. Física: Tomo II de ?

                        8vo - 20x15 cm


Idioma: Português


Paginação: 1 f. g. + 1 f. b. + 8 p.n.n. + 600 p. + 1 f. b. + 1 f. g.


Conservação: Ótimo


Ilustração: Algumas vinhetas e capitulares


Encadernação: Enc. do séc. XIX 1/4 em couro preto, lombada gravada em dourado


Valor: R$580,00


Notas: Na p. de tít. vinheta média xilog.

            Por baixo do pé de imprensa "Com todas as licenças necessárias, e Privilegio Real""


SOBRE O AUTOR

 

                            O autor nasceu em Lisboa em 20 de agosto de 1644 e faleceu em 17 de agosto de 1710. Presbitero da Congregação do Oratório de Lisboa, sendo graduado pela Universidade de Coimbra nas faculdades de Canones e Filosofia.

 

A coleção das obras do Padre Manuel Bernardes compreende dezenove volumes, entre os quais se contam os Sermões e Práticas, os Exercícios Espirituais e Meditações da Vida Purgativa, Os Últimos Dias do Homem, os Tratados Vários, em cujo 2º tomo entra o Pão Partido em Pequeninos, alguns opúsculos e as suas melhores obras, Luz e Calor e a Nova Floresta. Durante o largo período em que viveu na Congregação do Oratório, o Padre Bernardes não cessou de trabalhar, até perder a vista e a lucidez dois anos antes de morrer. Seus escritos caracterizam-se pela pureza da linguagem e pelo profundo misticismo. É um dos maiores clássicos da prosa portuguesa.

 

                      São de Mendes dos Remédios as palavras seguintes: “Vieira e Bernardes [...] distanciaram-se na prédica como na vida. Vieira foi um lutador; a sua vida prende-se por mais de um laço à história política de Portugal; Bernardes viveu o melhor e maior tempo da sua vida — 36 anos — entregue à meditação e à redação dos seus livros na pobre cela da Congregação do Oratório. Lendo-os com atenção, escreve Antônio Feliciano de Castilho, sente-se que Vieira, ainda falando do Céu, tinha os olhos nos seus ouvintes; Bernardes, ainda falando das criaturas, estava absorto no Criador. Vieira vivia para fora, para a cidade, para a corte, para o mundo; Bernardes, para a cela, para si, para o seu coração. Vieira estudava galas e louçainhas de estilo. Bernardes era como estas formosas de seu natural, que se não cansam com alindamentos, a quem tudo fica bem, que brilham mais com uma flor apanhada ao acaso do que outras com pedrarias de grande custo.”

SOBRE A OBRA

 

                            A primeira edição é de 1696.