Autor: Manoel Bernardes
Publicação: Lisboa, Na Officina de Miguel Manescal da Costa
Edição: 3ª. ed. - 1757
Descrição Física: 12mo - 15x10 cm
Idioma: Português
Paginação: 2 f. b. + 184 p. + 192 p. + 2 f. b.
Ilustração: Duas vinhetas e dois capitulares
Conservação: Ótimo; folhas levemente acidificadas e amareladas
Encadernação: Enc. da época inteira em couro marrom, lombada gravada em dourado
Valor: R$680,00
Notas: Por baixo do pé de imprensa "Com todas as licenças necessárias e Privilégio Real"
Ref. Ext.: Innocêncio 5, 374-5; 16, 135
Barbosa Machado 3, 194-196
Bell em Portuguese Literature, 249-250
Pinto de Mattos, 71-72
Palha, 1548
Azevedo-Samodães, 382
Ameal, 270
SOBRE O AUTOR
O autor nasceu em Lisboa em 20 de agosto de 1644 e faleceu em 17 de agosto de 1710. Presbitero da Congregação do Oratório de Lisboa, sendo graduado pela Universidade de Coimbra nas faculdades de Canones e Filosofia.
A coleção das obras do Padre Manuel Bernardes compreende dezenove volumes, entre os quais se contam os Sermões e Práticas, os Exercícios Espirituais e Meditações da Vida Purgativa, Os Últimos Dias do Homem, os Tratados Vários, em cujo 2º tomo entra o Pão Partido em Pequeninos, alguns opúsculos e as suas melhores obras, Luz e Calor e a Nova Floresta. Durante o largo período em que viveu na Congregação do Oratório, o Padre Bernardes não cessou de trabalhar, até perder a vista e a lucidez dois anos antes de morrer. Seus escritos caracterizam-se pela pureza da linguagem e pelo profundo misticismo. É um dos maiores clássicos da prosa portuguesa.
São de Mendes dos Remédios as palavras seguintes: “Vieira e Bernardes [...] distanciaram-se na prédica como na vida. Vieira foi um lutador; a sua vida prende-se por mais de um laço à história política de Portugal; Bernardes viveu o melhor e maior tempo da sua vida — 36 anos — entregue à meditação e à redação dos seus livros na pobre cela da Congregação do Oratório. Lendo-os com atenção, escreve Antônio Feliciano de Castilho, sente-se que Vieira, ainda falando do Céu, tinha os olhos nos seus ouvintes; Bernardes, ainda falando das criaturas, estava absorto no Criador. Vieira vivia para fora, para a cidade, para a corte, para o mundo; Bernardes, para a cela, para si, para o seu coração. Vieira estudava galas e louçainhas de estilo. Bernardes era como estas formosas de seu natural, que se não cansam com alindamentos, a quem tudo fica bem, que brilham mais com uma flor apanhada ao acaso do que outras com pedrarias de grande custo.”
SOBRE A OBRA
A primeira edição é de 1696.
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