Autor: Diogo Bernardes
Publicação: Lisboa, Na Officina de Antonio Vicente da Silva
Edição: 1º ed. - 1761
Descr. Física: 16mo. - 13,5x7,5 cm
Idioma: Portugês
Paginação: 1 f. b. + 12 p.n.n. + 275 p. + 2 p.n.n. + 2 f. b.
Encadernação: Enc. moderna em tela verde
Conservação: Muito Bom; picos de insetos afetando o texto mas sem prejudicar o entendimento
Valor: R$120,00
Notas: Na p. de tít. média vinheta xilog.
Por baixo do pé de imprensa "Com todas as licenças necessárias"
SOBRE O AUTOR
Diogo Bernardes (Ponte da Barca ca 1530 - ? ca 1605), foi um poeta português.
Segundo Diogo Barbosa Machado Diogo Bernardes, ao qual o catálogo chamado da Academia acrescenta Pimenta por ser nome do seu pai, nasceu em Ponte da Barca. Contudo Inocêncio Francisco da Silva que o dá como cavaleiro da Ordem de Cristo ("consta de documento existente no arquivo") o diz nascido em Ponte do Lima, fundando-se sobre a "declaração exarada no rosto do seu livro das Rimas ao Bom Jesus". Sobre a sua data de nascimento Inocêncio situa-a "entre os anos 1530 e 1540, e com certeza antes d'este último, por ser o do nascimento de seu irmão mais moço Fr. Agostinho da Cruz, nascido Agostinho Pimenta, poeta também.
Parece que muito novo Diogo foi viver para Lisboa, tendo regressado a Ponte da Barca, onde foi tabelião. Além disso exerceu vários cargos nas cortes de D. Sebastião e de Filipe II, e foi incumbido pelo primeiro de cantar os seus projectados factos heroicos na expedição africana. Por isso acompanhou-o a Alcácer Quibir, onde ficou prisioneiro e onde veio então a compor, ao contrário do previsto, lamentações elegíacas em recordação do desastre marroquino. "Temperamento brando, nem mesmo as agruras da derrota e do cativeiro lhe provacam mais do que um queixume ténue e formular.
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