Autor: Luis de Camões
Publicação: Lisboa Occidental, na Officina de Joseph Lopes Ferreyra
Edição: 1ª. ed. - 1720
Descr. Física: Fol. - 30x22 cm
Idioma: Português
Paginação: 1 f.g. + 30 p.n.n. + 312 f. + 251 p. + 1 f.g.
Conservação: Bom; picos de insetos que atingem em partes o texto, mas que não prejudica o entendimento; algumas f. com restauro; mancha de umidade na borda lateral na parte superior com perda de papel nas últimas f. mas sem afetar o texto; enc. forte, porém couro gasto; falta o retrato de Camões.
Encadernação: Enc. do séc. XIX inteira em couro claro, lombada gravada em dourado.
Ilustração: Algumas vinhetas, tarjas e capitulares
Valor: R$2.500,00
Ref. Ext.: Barbosa Machado 1, 644
Inocêncio 5, 258
Pinto de Matos 96
Brito Aranha 74-75
Teófilo Braga - Bibliografia 53
Palha 2, 1636
Condessa de Azambuja 377
Monteverde 807
Avila Perez 1086, 1087, 8547
Arouca C 57
Notas: No pé de imprensa: "Com as licenças necessarias"
SOBRE O AUTOR
Luís Vaz de Camões (Lisboa[?], c. 1524 — Lisboa, 10 de junho de 1580) foi um célebre poeta de Portugal, considerado uma das maiores figuras da literatura em língua portuguesa e um dos grandes poetas do Ocidente.
Pouco se sabe com certeza sobre a sua vida. Aparentemente nasceu em Lisboa, de família da pequena nobreza. Sobre a sua infância tudo é conjetura mas, ainda jovem, terá recebido uma sólida educação nos moldes clássicos, dominando o latim e conhecendo a literatura e a história antigas e modernas. Pode ter estudado na Universidade de Coimbra, mas a sua passagem pela escola não é documentada.
Frequentou a corte de Dom João III, iniciou a sua carreira como poeta lírico e envolveu-se, como narra a tradição, em amores com damas da nobreza e possivelmente plebeias, além de levar uma vida boémia e turbulenta. Diz-se que, por conta de um amor frustrado, se autoexilou em África, alistado como militar, onde perdeu um olho em batalha. Voltando a Portugal, feriu um servo do Paço e foi preso. Perdoado, partiu para o Oriente. Passando lá vários anos, enfrentou uma série de adversidades, foi preso várias vezes, combateu bravamente ao lado das forças portuguesas e escreveu a sua obra mais conhecida, a epopeia nacionalista Os Lusíadas. De volta à pátria, publicou Os Lusíadas e recebeu uma pequena pensão do rei Dom Sebastião pelos serviços prestados à Coroa, mas nos seus anos finais parece ter enfrentado dificuldades para se manter.
Logo após a sua morte a sua obra lírica foi reunida na coletânea Rimas, tendo deixado também três obras de teatro cómico. Enquanto viveu queixou-se várias vezes de alegadas injustiças que sofrera, e da escassa atenção que a sua obra recebia, mas pouco depois de falecer a sua poesia começou a ser reconhecida como valiosa e de alto padrão estético por vários nomes importantes da literatura europeia, ganhando prestígio sempre crescente entre o público e os conhecedores e influenciando gerações de poetas em vários países. Camões foi um renovador da língua portuguesa e fixou-lhe um duradouro cânone; tornou-se um dos mais fortes símbolos de identidade da sua pátria e é uma referência para toda a comunidade lusófona internacional. Hoje a sua fama está solidamente estabelecida e é considerado um dos grandes vultos literários da tradição ocidental, sendo traduzido para várias línguas e tornando-se objeto de uma vasta quantidade de estudos críticos.
SOBRE A OBRA
Primeira edição com as obras completas de Camões.
Nesta edição se ajuntaram trinta e sete sonetos novos, que não foram impressos nas anteriores.
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