Autor: João Francisco Lisboa
Gravador: Santa Barbara
Publicação: S. Luiz do Maranhão
Edição: 1ª. ed. - 1864
Descr. Física: Tomos I, II e IV de 4
3 t. em 3 vols.
8to. - 21x15 cm
Idioma: Português
Paginação: TI 1 f.b. + 2 p.n.n. + cciii + 518 + 1 f.b. + 1 f. portrait + 1 f. doc. assin.
TII 1 f.b. + 517 p. + 1 p.b. + 1 p.n.n. + 1 f.b.
TIV 1 f.b. + 764 p. + 1 f.b.
Conservação: Ótimo; faltam as páginas prelim. (4 f.) do TIV; últimas 20 f. do TIV bastante escurecidas; algum sinal de acidificação.
Encadernação: Enc. da época inteira 1/4 em couro marrom escuro, lombada gravrada em dourado.
Ilustração: 1 portrait do autor e 1 doc. manusc. e assin. pelo autor.
Valor: R$500,00
Ref. Ext.: Innocencio 3, 378
Pombo, M.R. Livr. bras. 3B-5-11 e 12
BN Lisboa. Restauração 1, 749
Rodrigues, J.H. Domínio holandês Bras. 161
C. Cong. Nac. 1, 337
Notas: Tomos I, II e IV somente, de 4.
Anterosto
Front. assin. "Santa Barbara lith; Lith da Casa Real, R. N. dos Martyres, n. 2 Lxa."
Doc. assin. pelo autor pedindo para o Sr. Henrique passar na casa dele para ver a filha que está com febre.
SOBRE O AUTOR
Primogênito de João Francisco de Melo Lisboa e D. Gerardes Rita Gonçalves Nina, fazendo os primeiros estudos em São Luís, interrompidos dos onze aos catorze anos, tempo em que vive na cidade natal. Com a morte do pai, segue novamente para a capital maranhense (1827), onde trabalha no comércio. Em 1829 dedica-se novamente ao estudo, sendo aluno do afamado professor Francisco Sotero dos Reis, de quem mais tarde se desentende, e torna-se adversário.
Exerce o jornalismo na cidade, então agitada por profundos movimentos revolucionários, e intensa vida cultural e ideológica – tempo em que ocorrem duas revoltas marcantes, a Setembrada (em 1831) e a Balaiada (de 1838 a 41). Fundou, em 1832, o jornal “O Brasileiro”, continuando a pregação interrompida com o fechamento de “Farol Maranhense”, de José Cândido de Morais. Em seguida reedita o “Farol”, que dirige por dois anos. Entre 1834-36 dirige o “Eco do Norte”, que foi retirado de circulação, assim como o “Farol”. Deixa, então, o jornalismo, ocupando funções públicas, sendo por três anos secretário de governo. Ingressa na política, concorrendo e ocupando por duas vezes a legislatura provincial.
Em 38 retoma o jornalismo, participando, como entusiasta do Partido Liberal, da direção de “Crônica Maranhense”, ocasião em que eclodem os movimentos rebeldes no estado. João Lisboa é acusado, sem ter efetivamente culpa, de estar envolvido na Balaiada, o que o fez retirar-se da política por uns tempos, voltando-se para a literatura e à advocacia, como rábula.
Em 1848 retorna à a Assembléia Provincial. A 25 de Junho de 1852 lança o “Jornal de Timon” – revista inicialmente mensal (cinco primeiros números) – e que foi publicada até o volume doze. Os dois últimos, feitos em Lisboa. Ali procedeu ataques a outro futuro patrono da Academia, Francisco Adolfo de Varnhagen, criticando-o por seu trabalho na “História do Brasil”, recebendo na capital lusa uma resposta panfletária do cunhado de Varnhagen, que também cuidou de ripostar no “Os Índios Bravos e o Senhor Lisboa” (1867).
Em 1855 foi ao Rio de Janeiro de onde partiu para Portugal, com a missão de reunir ali documentos históricos do Brasil, quando pesquisa também sobre Antônio Vieira. Lisboa já não contava com boa saúde, e veio a falecer ainda na capital portuguesa.
Foi casado (em 20 de novembro de 1834) com Violante Luísa da Cunha, sem filhos. Criou uma menina, parenta da esposa. Recebeu a alcunha de “Timon Maranhense”. Seu corpo, trasladado um ano após seu falecimento, foi sepultado no estado natal.
SOBRE A OBRA
Suas Obras completas foram publicadas somente em duas edições: a primeira, aqui referenciada, no período de 1864 a 1865; a segunda, em dois volumes, na cidade de Lisboa, em 1901. As duas edições são hoje muito raras, posto que publicadas postumamente, ambas se credenciam à confiança dos que as consultam pelo escrupuloso cuidado com que foram organizadas pelos seus editores. São assim as fontes autorizadas para os textos de João Lisboa. Nestes quatro volumes concentram-se, numa forma clássica, que faz do autor um dos melhores prosadores da língua portuguesa, vastos e profundos conhecimentos de Literatura, História e Direito. Particularmente no Jornal de Timon, vai o leitor perceber uma ampla erudição histórica aplicada ao estudo sócio-político-econômico da antiguidade greco-romana e da Idade Média, associada à realidade histórica brasileira de meados do século passado e, por extensão, aos três primeiros séculos de nossa formação. Entre os temas da obra estão os Apontamentos para a História do Maranhão, A vida do Padre Antonio Vieira, entre outros assuntos.
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