Autor: Vicente José Ferreira Cardoso da Costa
Publicação: Lisboa, na Regia Officina Typographica
Edição: 1ª. ed. - 1802
Descr. Física: 8to. - 20x15x1.5 cm
Idioma: Português
Paginação: 3 f.b. + 137 p. + 2 f.b.
Conservação: Muito bom; com alguns picos de insetos, mas que pouco atingem o texto, sem prejudicar a leitura.
Encadernação: Enc. da época inteira em couro marrom castanho mosqueada, lombada gravrada em dourado, tapas gravadas a ferro seco.
Ilustração: Duas vinhetas
Valor: R$700,00
Ref. Ext.: Borba de Moraes em Bibliogr. Bras. 1, 223
Borba de Moraes, em Período Colonial, 100-101
Blake 7, 363
Innocencio 7, 429
Notas: Na p. de tít., grav. xilogr. com o escudo das armas reais de Portugal
Na f. Aii, grav. xilogr. com efígie de D. João VI ladeado por figuras femininas e elementos alegóricos, tendo por baixo a legenda "Joannes L.P.R."
SOBRE O AUTOR
Doutor na Faculdade de Leis pela Universidade de Coimbra, Desembargador da Relação do Porto, Correspondente da Academia Real das Sciencias de Lisboa, etc. Nasceu na Bahia aos 5 de abril de 1765 e teve por pais o Desembargador José Ferreira Cardoso da Costa (natural da cidade do porto) e D. Clara Joanna Teixeira Coelho. Terminados os estudos primarios, veio continuar os secundários em Lisboa nas aulas da Congregação do Oratório, e no ano de 1779 partiu para Coimbra, matriculando-se no curso jurídico, e tomando grau de Doutor na sobredita Faculdade aos 22 de julho de 1785.
Propondo-se entrar na carreira do magistério, obteve a nomeação de Opositor, e como tal regeu extraordinariamente uma cadeira no ano letivo de 1788 a 1789, tomando apra assunto de suas lições o direito enfiteutico, e a jurisprudência portuguesa dos morgados e da sucessão dos bens da corôa.
Trocou depois a vida universitária pela msgistratura, e passando algum tempo foi provido a Desembargador da Relação do Porto por decreto de 25 de maio de 1799, e encarregado de várias comissões sdo serviço público.
Compreendido em 1810 na denominada Septembriada, isto é, preso e deportado com outros para a ilha Terceira por ordem da Regência do reino, como suspeito de afeição com os franceses, ou tido por jacobino, segundo a qualificação vulgar naquele tempo, foram inúteis as representações que dirigiu ao Governo, pedindo ser processado criminalmente ou que se lhe levantasse o desterro. Conseguiu apenas a permissão de ser transferido da ilha Terceira para a de S. miguel, onde possuia alguns bens.
Alí casou em 20 de maio de 1815 com D. Helena Victoria Machado de faria e Maia, senohra de família muito distinta e abastada entre as daquela ilha. Veio a Lisboa duas vezes trazido por negócios políticos, a primeira em 1822 e a segunda em 1826, fazendo anunciar a sua chegada nos termos que podem ver-se na Gazeta de Lisboa, n. 188 do referido ano. Porém ficaram em qualquer dellas malogradas as suas aspirações, não conseguindo na direção das coisas públicas a parte que sempre ambicionára.
Desgostoso recolheu-se a S. Miguel e resignou-se em fim a viver no seio de sua família, e a cuidar da administração e gerencia de sua casa, até que a morte o levou aos 14 de agostos de 1834, quando entrava nos 70 anos de idade.
SOBRE A OBRA
Primeira e única edição desta obra sobre à avaliação de imóveis e de terras. Vicente Ferreira escreveu diversos outros títulos e opusculos entre eles: Compilação Systematica das Leis extravagantes de Portugal 1799 - Elementa Juris Emphyteuticii (a qual possuímos um exemplar à venda) - O Que é Código Civil 1822 - entre muitas outras obras.
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