Autor: P. Manoel Bernardez
Antigo Possuidor: P. Mathias Lourenço da Esperança; Luiz Vieyra da Figueyra
Publicação: Lisboa, na Officina de Miguel Deslandes
Edição: 1ª. ed. - 1696
Descr. Física: 8to. - 21x15x4 cm
Idioma: Português
Paginação: 2 f.b. + 20 p.n.n. + 585 p. + 14 p.n.n. + 2 f.b.
Conservação: Muito bom; f. levemente amareladas; alguma mancha de umidade; as duas f.b. e a f. de tít. reparadas com fita, sem perda de texto; tapa frontal presente mas solta; enc. necessita algum restauro.
Encadernação: Enc. da época inteira em couro marrom castanho.
Ilustração: Algumas vinhetas, tarjas e capitulares
Valor: R$1.600,00
Ref. Ext.: Innocêncio 5, 374-5; 16, 135
Barbosa Machado 3, 194-196
Bell em Portuguese Literature, 249-250
Pinto de Mattos, 71-72
Palha, 1548
Azevedo-Samodães, 382
Ameal, 270
Notas: Por baixo do pé de imprensa: "Com todas as licenças necessarias, & Privilegio Real."
Na p. de tít., peq. grav. xilogr. jarra com frutos e flores
Ao alto da p. 1 vinheta com águia de asas abertas segurando ramo de flores e frutos.
Pert. ms. na 2a. f. b.: "Do P. Mathias Lourenço da Esperança"; "Este livro foi do P. Mathias Lourenço
da Esperança"; "Agora he de Luiz Vieyra da Figueyra"..
Texto a duas coln.
Anot. ms. no verso da 2a. f.b. 4a. f.b.
Ex-libris: IHS 114 Mount Street W.
SOBRE O AUTOR
O autor nasceu em Lisboa em 20 de agosto de 1644 e faleceu em 17 de agosto de 1710. Presbitero da Congregação do Oratório de Lisboa, sendo graduado pela Universidade de Coimbra nas faculdades de Canones e Filosofia.
A coleção das obras do Padre Manuel Bernardes compreende dezenove volumes, entre os quais se contam os Sermões e Práticas, os Exercícios Espirituais e Meditações da Vida Purgativa, Os Últimos Dias do Homem, os Tratados Vários, em cujo 2º tomo entra o Pão Partido em Pequeninos, alguns opúsculos e as suas melhores obras, Luz e Calor e a Nova Floresta. Durante o largo período em que viveu na Congregação do Oratório, o Padre Bernardes não cessou de trabalhar, até perder a vista e a lucidez dois anos antes de morrer. Seus escritos caracterizam-se pela pureza da linguagem e pelo profundo misticismo. É um dos maiores clássicos da prosa portuguesa.
São de Mendes dos Remédios as palavras seguintes: “Vieira e Bernardes [...] distanciaram-se na prédica como na vida. Vieira foi um lutador; a sua vida prende-se por mais de um laço à história política de Portugal; Bernardes viveu o melhor e maior tempo da sua vida — 36 anos — entregue à meditação e à redação dos seus livros na pobre cela da Congregação do Oratório. Lendo-os com atenção, escreve Antônio Feliciano de Castilho, sente-se que Vieira, ainda falando do Céu, tinha os olhos nos seus ouvintes; Bernardes, ainda falando das criaturas, estava absorto no Criador. Vieira vivia para fora, para a cidade, para a corte, para o mundo; Bernardes, para a cela, para si, para o seu coração. Vieira estudava galas e louçainhas de estilo. Bernardes era como estas formosas de seu natural, que se não cansam com alindamentos, a quem tudo fica bem, que brilham mais com uma flor apanhada ao acaso do que outras com pedrarias de grande custo.”
SOBRE A OBRA
Oferecemos aqui também a terceira edição.
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