Luz

da Liberal

e Nobre

Arte da Cavallaria

 

 Manoel Carlos de Andrade

 

 1790



Especificação

Autor: Manoel Carlos de Andrade


Publicação: Lisboa, na Officina Typografica

 

Edição: 1ª. ed. - 1790


Descr. Física: Fol. - 34x23cm


Idioma: Português


Paginação: xxvi + 454 p. + 1 p.n.n.


Conservação: Ótimo.


Encadernação: Enc. da época inteira em couro marrom, lombada gravada em dourado.


Ilustração: Ilustrado com o retrato de D. João VI em anterrosto, 2 vinhetas e 93 gravuras extra texto, algumas desdobráveis, tudo magnificamente desenhado por Carneiro da Silva e gravado por Frois.


Valor: a consultar


Ref. Ext.: Inocêncio 5, 386

     

 

SOBRE O AUTOR

 

                          Inocêncio V, 386. “MANUEL CARLOS DE ANDRADE, Picador da Picaria Real de Sua Magestade Fidelissima. Da sua naturalidade, nascimento, obito e mais circumstancias não me foi até agora possivel colher alguma noticia, posto que empregasse a esse intento as diligencias que estavam ao meu alcance. Luz da liberal e nobre arte da cavallaria offerecida ao sr. D. João principe do Brasil. Parte primeira. Lisboa, na Reg. Offic. Typ. 1790. Fol. maior, de XXVI 454 pag., e mais uma no fim, contendo a errata: illustrada com 93 estampas, e um retrato do principe, delineados pelo habil artista portuguez Joaquim Carneiro da Silva, de quem já fiz menção no Diccionario em logar competente. Posto que no frontispicio se lêa a designação de Parte 1.ª, nem por isso a obra deixa de achar se completa, comprehendendo este volume tambem a Parte 2.ª Esta edicão, que póde equiparar se em nitidez e perfeição typographica ás producções do celebre Ibarra, foi mandada executar por ordem da rainha a senhora D. Maria I sendo a tiragem de mil exemplares, dos quaes se entregaram oitocentos ao auctor, ficando duzentos para serem na officina expostos á venda: e ainda na Imprensa Nacional existe ao presente o resto d'esses exemplares, cujo preço antigo que era de 9:600 réis, foi ha poucos annos reduzido a 7:200 réis. Custou a gravura das chapas, vinhetas e letras iniciaes 4:200$000 réis, e a despeza total da impressão foi de 6:588$000 réis. Alguns pretenderam, não sei se com legitimo fundamento, que o verdadeiro auctor d'esta Arte da Cavallaria fôra o marquez de Marialva D. Pedro de Alcantara de Menezes Coutinho, estribeiro mór da Casa Real e que Manuel Carlos de Andrade não tivera n'ella mais parte que a de collocar o seu nome no frontispicio, porque assim fôra a vontade do marquez. Um dos que ainda ha pouco inculcou esta opinião por verdadeira foi o sr. João Carlos Feo, em uma carta, ou artigo que sahiu inserto no Jornal do Commercio de 28 de Septembro de 1859.”

 

 

SOBRE A OBRA

 

                            Obra máxima da tipografia portuguesa do século dezoito, famosa e valiosa internacionalmente, praticamente única no seu género entre nós e possivelmente o melhor tratado equestre da sua época a nível mundial. Exemplar em perfeito estado de conservação, na impressão desta obra muito nítida foi utilizado papel de grande qualidade. Tiram-se 1000 exemplares infelizmente muitos foram desfeitos para se emoldurarem as gravuras que são de rara beleza.