La Lusiade du Camoens

 

Luis de Camões

 

 1735



Especificação

Autor: Luis de Camões


Tradutor: M. Duperron de Castera


Gravador: Bonnart


Escultor: J. B. Scotin


Publicação: Paris, Chez Huart

 

Edição: 1ª. ed. - 1735


Descr. Física: Tomos I e II de 3

                       2 t. em 2 vols.

                       12mo. - 17x9,5 cm


Idioma: Francês


Paginação: TI - 1 f. g. + 2 f. b. + LXXIII p. + 319 p. + 3 f. b. + 1 f. g. + 3 f. de est.

                   TII - 1 f. g. + 2 f. b. + 425 p. + 3 f. b. + 1 f. g. + 1 f. de est.

                  


Ilustração: 1 fronstispício; 7 f. de est.; algumas vinhetas e capitulares


Conservação: Muito bom; folhas levemente acidificadas


Encadernação: Enc. da época inteira em couro marrom , lombada gravada em dourado.


Valor: R$500,00


Notas: Nas p. de títs. vinhetas médias xilog.

            P. de tít. a duas cores

            Anterostos



SOBRE O AUTOR



                                     Luís Vaz de Camões (Lisboa, c. 1524 — Lisboa, 10 de junho de 1580) foi um célebre poeta de Portugal, considerado uma das maiores figuras da literatura em língua portuguesa e um dos grandes poetas do Ocidente.

 

Pouco se sabe com certeza sobre a sua vida. Aparentemente nasceu em Lisboa, de família da pequena nobreza. Sobre a sua infância tudo é conjetura mas, ainda jovem, terá recebido uma sólida educação nos moldes clássicos, dominando o latim e conhecendo a literatura e a história antigas e modernas. Pode ter estudado na Universidade de Coimbra, mas a sua passagem pela escola não é documentada.

 

Frequentou a corte de Dom João III, iniciou a sua carreira como poeta lírico e envolveu-se, como narra a tradição, em amores com damas da nobreza e possivelmente plebeias, além de levar uma vida boémia e turbulenta. Diz-se que, por conta de um amor frustrado, se autoexilou em África, alistado como militar, onde perdeu um olho em batalha. Voltando a Portugal, feriu um servo do Paço e foi preso. Perdoado, partiu para o Oriente. Passando lá vários anos, enfrentou uma série de adversidades, foi preso várias vezes, combateu bravamente ao lado das forças portuguesas e escreveu a sua obra mais conhecida, a epopeia nacionalista Os Lusíadas. De volta à pátria, publicou Os Lusíadas e recebeu uma pequena pensão do rei Dom Sebastião pelos serviços prestados à Coroa, mas nos seus anos finais parece ter enfrentado dificuldades para se manter.

 

Logo após a sua morte a sua obra lírica foi reunida na coletânea Rimas, tendo deixado também três obras de teatro cómico. Enquanto viveu queixou-se várias vezes de alegadas injustiças que sofrera, e da escassa atenção que a sua obra recebia, mas pouco depois de falecer a sua poesia começou a ser reconhecida como valiosa e de alto padrão estético por vários nomes importantes da literatura europeia, ganhando prestígio sempre crescente entre o público e os conhecedores e influenciando gerações de poetas em vários países. Camões foi um renovador da língua portuguesa e fixou-lhe um duradouro cânone; tornou-se um dos mais fortes símbolos de identidade da sua pátria e é uma referência para toda a comunidade lusófona internacional. Hoje a sua fama está solidamente estabelecida e é considerado um dos grandes vultos literários da tradição ocidental, sendo traduzido para várias línguas e tornando-se objeto de uma vasta quantidade de estudos críticos.