Autor: Luís Augusto Rebelo da Silva
Publicação: Lisboa, Imprensa Nacional
Edição: 1ª. ed. - 1860
Descr. Física: Tomos I ao V de 5
5 t. em 5 vols.
8to. - 21x15 cm
Idioma: Português
Paginação: T1 2 f.g. + xviii + 565 p. + 1 p.b. + 1 p.n.n. + 1 p.b. + 2 f.g.
TII 2 f.g. + 8 p.n.n. + 661 p. + 1 p.b. + 2 f.g.
TIII 2 f.g. + 8 p.n.n. + 579 p. + 1 p.b. + 1 p.n.n. + 1 p.b. + 2 f.g.
TIV 2 f.g + 6 p.n.n. + 660 p. + 1 p.b. + 1 p.n.n. + 1 p.b. + 2 f.g.
TV 2 f.g + 8 p.n.n. + 614 p. + 1 p.b. + 1 p.n.n. + 1 p.b. + 2 f.g.
Conservação: Ótimo; leve sinal de acidificação em algumas f., mais acentuado no TIII; últimas 5 f. do TIII com perda da borda sem afetar o texto.
Encadernação: Enc. da época 1/4 em couro marrom claro, lombada gravrada em dourado.
Ilustração: NP
Valor: R$900,00
Ref. Ext.: Jacinto Prado em Dicionário de Literatura 4, 1024-1025
Maria Filomena Mónica em Dicionário Biográfico Parlamentar 3, 717-720
Innocêncio 5, 228-32; 13, 350-351
Bell em Literatura Portuguesa, 296
Saraiva & Lopes em História da literatura portuguesa, 825-826
Notas: Anterostos
F. de errata nos t. I, III, IV e V.
SOBRE O AUTOR
Luís Augusto Rebelo da Silva nasceu em Lisboa, 2 de Abril de 1822 e faleceu na mesma cidade em 19 de Setembro de 1871), foi um jornalista, historiador, romancista e político português, colaborador activo de múltiplos periódicos e membro das tertúlias intelectuais e políticas lisboetas da última metade do século XIX. Foi um dos primeiros professores do Curso Superior de Letras, fundado em 1859 por D. Pedro V, leccionando a cadeira de História. Colaborando em múltiplos jornais e revistas, Rebelo da Silva afirmou-se como o mais prolífico dos escritores românticos portugueses, distinguindo-se ainda como orador e político, tendo exercido, entre outros, os cargos de deputado, par do Reino e ministro. Foi pai de Luís António Rebelo da Silva, cientista e professor de Agronomia, que lhe sucedeu na Câmara dos Pares.
Luís Augusto Rebelo da Silva nasceu em Lisboa, a 2 de Abril de 1822, filho de Ana Joaquina da Conceição de Lima e de Luís António Rebelo da Silva, homem de talento, magistrado e jurisconsulto notável, que fora deputado às Cortes Gerais e Extraordinárias da Nação Portuguesa de 1821 e membro da Regência do Brasil de 1822. Nos períodos em que se deslocava para fora de Lisboa, a família de Rebelo da Silva viveu na Quinta do Desembargador, ou Quinta das Rebelas, nos arredores de Santarém, quinta visitada, entre outros intelectuais, por Almeida Garrett e Alexandre Herculano. Aquela quinta serviu de cenário à casa da Joaninha, de que Almeida Garrett fala na sua conhecida obra Viagens na Minha Terra. Com o passar do tempo o imóvel foi-se degradando, tendo sofrido um incêndio em 1990, que o reduziu às paredes.
Depois de estudos preparatórios em Lisboa ingressou na Universidade de Coimbra, estudando Matemática. Aparentemente por razões de saúde, cedo abandonou o curso, regressando a Lisboa. Passou então a dedicar-se aos estudos humanísticos e ingressou na Sociedade Escolástico-Filomática, a que pertencia Alexandre Herculano, o qual lhe facilitou o acesso à Biblioteca da Ajuda, o que lhe permitiu aprofundar os conhecimentos históricos de que dispunha.
Foi professor de História no Curso Superior de Letras. Era sócio da Academia Real das Ciências de Lisboa (desde 1854) e membro do Conservatório Nacional, do Instituto de Coimbra e de várias instituições brasileiras. Fez parte do Conselho Superior de Instrução Pública. Após a sua morte, as suas obras completas foram publicadas em 41 volumes pela Empresa da História de Portugal (1909).
Na senda de Alexandre Herculano e de Almeida Garrett, com os quais privou, publicou um vasto conjunto de obras sobre História de Portugal, com destaque para História de Portugal nos Séculos XVII e XVIII, Memoria sobre a População e a Agricultura de Portugal e uma série de romances históricos à maneira de Alexandre Herculano, entre eles Rauço por Homízio, Ódio Velho não Cansa. Embora de tema mais recente, localizado na fase inicial da Guerra Peninsular, obteve grande êxito o seu romance histórico A Casa dos Fantasmas.
Também se deve a Rebelo da Silva um dos contos clássicos da literatura portuguesa, A Última Corrida de Touros Reais em Salvaterra. Baseado num marcante episódio da História de Portugal e publicado em 1848, este conto está na origem de múltiplas obras posteriores, entre as quais o famoso fado de que é epónimo.
Contudo, as suas obras mais marcantes são a A Mocidade de D. João V, um êxito literário e de vendas que o próprio autor adaptou ao teatro com a colaboração de Ernesto Biester, e a sua obra-prima Lágrimas e Tesouros, publicada em 1863.
A maioria da sua obra foi inicialmente publicada nos múltiplos periódicos em que colaborou, com destaque para O Cosmorama Literário, a Revista Universal Lisbonense, O Panorama, A Época e a Revista Contemporânea de Portugal e Brasil. Dedicou-se também à tradução, com destaque para as obras de carácter dramático, entre as quais Otelo, ou o Mouro de Veneza e a obra Imitação de Shakespeare, publicada em 1856.
As suas Obras Completas incluem também um estudo em três volumes sobre a Arcádia Portuguesa, uma Memória biográfica e literária acerca de Manuel Maria Barbosa du Bocage e múltiplos outros trabalhos em que a crítica literária é o esteio fundamental, entre os quais Apreciações Literárias, uma recolha póstuma, feita pelos editores, de textos dispersos pela imprensa da época.
SOBRE A OBRA
Nesta sua habilidade como um verdadeiro historiador, a sua intensidade, e seu excelente estilo permanecem; na verdade, o seu estilo de intensidade acrescentado a um novo vigor e simplicidade. Sua História, embora com menos rigor científico e muito menos do que metodicamente ordenados a de seu mestre Herculano, tem valor como a história, bem como literatura. A obra foi deixada incompleta pelo Rebello da Silva devido a sua morte precoce.
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