Autor: P. Manoel Bernardez
Antigo Possuidor: Herculano Joaquim Raimundo de Limeira
Publicação: Lisboa, na Officina de Manoel, & Joseph Lopes Ferreyra
Edição: 2ª. ed. - 1706-1707
Descr. Física: Tomos I e II de 2
2 t. em 2 vols.
8to. - 20x15 cm
Idioma: Português
Paginação: TI 1 f.g. + 12 p.n.n. + 519 p. + 1 f.g.
TII 1 f.g. + 8 p.n.n. + 620 p. + 1 f.g.
Conservação: Muito bom; f. levemente amareladas; alguma mancha de umidade; as duas f. do ind. reparadas no topo com perda de texto no TII.
Encadernação: Enc. da época inteira em couro marrom castanho mosqueada, lombada gravada em dourado.
Ilustração: Algumas vinhetas, tarjas e capitulares
Valor: R$980,00
Ref. Ext.: Innocêncio 5, 374-5; 16, 135
Barbosa Machado 3, 194-196
Bell em Portuguese Literature, 249-250
Pinto de Mattos, 71-72
Palha, 1548
Azevedo-Samodães, 382
Ameal, 270
Notas: Por baixo do pé de imprensa: "Com todas as licenças necessarias, & Privilegio Real."
Na p. de tít., peq. grav. xilogr. com monograma do impressor: "M", com coroa em cima em
moldura hexagonal.
Pert. ms. no verso na p. 519: "Este livro he de Herculano Joaqm. Raimundo de Limeira".
Texto a duas coln.
SOBRE O AUTOR
O autor nasceu em Lisboa em 20 de agosto de 1644 e faleceu em 17 de agosto de 1710. Presbitero da Congregação do Oratório de Lisboa, sendo graduado pela Universidade de Coimbra nas faculdades de Canones e Filosofia.
A coleção das obras do Padre Manuel Bernardes compreende dezenove volumes, entre os quais se contam os Sermões e Práticas, os Exercícios Espirituais e Meditações da Vida Purgativa, Os Últimos Dias do Homem, os Tratados Vários, em cujo 2º tomo entra o Pão Partido em Pequeninos, alguns opúsculos e as suas melhores obras, Luz e Calor e a Nova Floresta. Durante o largo período em que viveu na Congregação do Oratório, o Padre Bernardes não cessou de trabalhar, até perder a vista e a lucidez dois anos antes de morrer. Seus escritos caracterizam-se pela pureza da linguagem e pelo profundo misticismo. É um dos maiores clássicos da prosa portuguesa.
São de Mendes dos Remédios as palavras seguintes: “Vieira e Bernardes [...] distanciaram-se na prédica como na vida. Vieira foi um lutador; a sua vida prende-se por mais de um laço à história política de Portugal; Bernardes viveu o melhor e maior tempo da sua vida — 36 anos — entregue à meditação e à redação dos seus livros na pobre cela da Congregação do Oratório. Lendo-os com atenção, escreve Antônio Feliciano de Castilho, sente-se que Vieira, ainda falando do Céu, tinha os olhos nos seus ouvintes; Bernardes, ainda falando das criaturas, estava absorto no Criador. Vieira vivia para fora, para a cidade, para a corte, para o mundo; Bernardes, para a cela, para si, para o seu coração. Vieira estudava galas e louçainhas de estilo. Bernardes era como estas formosas de seu natural, que se não cansam com alindamentos, a quem tudo fica bem, que brilham mais com uma flor apanhada ao acaso do que outras com pedrarias de grande custo.”
SOBRE A OBRA
Esta obra, a primeira do autor teve sua edição primeira em 1686. Em 1731 saiu a terceira impressão.
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