Elementos

de

Euclides

dos seis primeiros livros,

do undecimo e duodecimo

 

Roberto Simson

 

 1792



Especificação

Autor: Roberto Simson


Tradutor: Giovanni Angelo Brunelli


Antigo Possuidor: João Antonio de Araujo


Publicação: Coimbra, na Real Imprensa da Universidade

 

Edição: 3ª. ed. - 1792


Descr. Física: 12mo. - 17.5x11x4.5 cm


Idioma: Português


Paginação: 1 f.b. + 2 p.n.n. + 4 f.manusc. (inseridas) + 443 p. + 1 p.n.n.ind. + 20 f. est. desdobr.


Conservação: Bom; contracapa e f. com alguns manusc. da época; f. levemente amareladas; enc. cansada, necessita algum restauro.


Encadernação: Enc. da época inteira em couro marrom escuro, lombada gravada em dourado.


Ilustração: 20 est. desdobr.; diversos cálculos e gráficos; algumas vinhetas e tarjas.


Valor: R$3.000,00


Notas: Por baixo do pé de imprensa: "Com lincença da Real Mesa da Comissão Geral sobre o Exame e

            Censura dos Livros, e Privilegio Real"

            Na p. de tít., assin. manusc. "Moraes".

            Pert. ms. na f.b.: "João Antonio de Araujo".

            Quatro f. manusc. da época que foram inseridas na obra.

     

 

SOBRE O AUTOR

 

                            Robert Simson nasceu em 14 de outubro de 1687 e faleceu a 1 de Outubro 1768, foi um matemático inglês e professor de matemática. Filho mais velho de John Simson de Kirktonhall, West Kilbride em Ayrshire, Robert Simson foi destinado para a Igreja, mas a inclinação de sua mente era para a matemática. Ele foi educado na Universidade de Glasgow e graduou-MA.

 

Quando abriu a perspectiva de êxito para a cadeira de matemática na Universidade de Glasgow, Simson procedeu a Londres para um estudo mais aprofundado. Depois de um ano em Londres, ele voltou para Glasgow e, em 1711, foi indicado pela universidade para o professor de matemática, um cargo que ocupou até 1761.

 

 

SOBRE O TRADUTOR

 

                            O Angelo Brunelli nasceu na Itália, provavelmente em Bolonha em 1722 e faleceu em 1793, e na época de sua contratação pela Coroa Portuguesa era considerado um astrônomo emergente e respeitado. No Brasil, fez diversas medições importantes para a cartografia e observou e descreveu vários eclipses. Quando voltou para Portugal foi contratado como professor de matemática do Real Colégio de Nobres de Lisboa, e traduziu, para o português, a obra Elementos, do grego Euclides (por volta de 300 a.C). Após seu falecimento, sua biblioteca de mais de 3.500 volumes com inúmeros manuscritos foi adquirida pela Real Biblioteca do Rio de Janeiro (atual Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro), em 1818.


 

 

SOBRE A OBRA

 

                            O Conde de Lippe, contratado pelo Marquês de Pombal para chefe supremo do exército português, criou aulas nos regimentos militares. O Alvará de 15 de Julho de 1763, detalhava quais os livros que deviam ser utilizados. Inclusivamente, incorriam em pena de expulsão, todos aqueles que se utilizassem de outros livros. A bibliografia é quase toda francesa. Nela se incluíam três livros de Bellidor, entre os quais o Nouveau Cours de Mathématiques. Assim, no ano seguinte foi traduzido o primeiro volume, por Manuel de Souza e designou-se - Novo Curso de Mathematica para uso dos officiaes engenheiros e dartilharia, por Bellidor, traduzido no idioma portuguez . A tradução portuguesa foi feita a partir da edição original em francês de 1757. Tais traduções, feitas pelo capitão de infantaria e engenheiro Miguel Luís Jacob, dizem respeito à primeira

edição do livro de Bellidor, datada de 1725. Segundo Botelho, este livro foi adoptado em Portugal durante vinte e cinco anos.

 

Decorridos cinco anos da publicação de Alvará, traduziu Ângelo Brunelli em 1768, Elementos de Euclides dos seis primeiros livros, do undécimo e duodécimo da versão latina de Frederico Commandino, traduzidos em portuguez.... Muito usado nas escolas foi reeditado, pelo menos, nove vezes (1768, 1790, 1792, 1824, 1835, 1839, 1852, 1855 e 1862). Foi usado em várias escolas e inclusivamente na Faculdade de Matemática criada pela reforma da Universidade de Coimbra, datada de 1772.

 

Com a reforma da Universidade e criado o curso de Matemática, já não foi preciso então, recrutar professores no estrangeiro. Extintas as aulas de Matemática do Colégio dos Nobres, deslocaram-se para a Universidade dois professores, Miguel Ciera e Miguel Franzini. Juntaram-se ao português, José Monteiro da Rocha. No ano seguinte aparece José Anastácio da Cunha.