Die Heilige Schrift

des Alten und Neuen

Testaments

 

 Martin Luther

 

 1876



Especificação

Autor: Martin Luther


Gravador: Gustav Doré


Publicação: Stuttgart, Druck und Verlag von Eduard Hallberger

 

Edição: 1ª. ed. - 1876


Descr. Física: Tomos I e II de 2

                       2 t. em 2 vols.

                       E. Fol. - 43x32 cm


Idioma: Alemão


Paginação: TI 1 f.g. + 1 f.b. + 22 p.n.n. + 776 cols. + 1 f.b. + 1 f.g.

                   TII 1 f.g. + 1 f.b. + 12 p.n.n. + 777 a 1236 cols. (p. cont.) + 344 cols. + 1 f.b. + 1 f.g.


Conservação: Muito bom; f. levemente amareladas-acidificadas; lombada necessita algum restauro.


Encadernação: Enc. da época inteira em couro marrom escuro; lombada, tapas e bordas das f. gravadas em dourado. Toda a enc. em alto relevo.


Ilustração: 236 estampas e centenas de ricos ornatos dividindo o texto de cada página em duas colunas. Algumas vinhetas.


Valor: R$5.000,00


Notas: Texto a duas coln. divididos por ornatos em colunas.

 

 

SOBRE O AUTOR/TRADUTOR

 

                             Martinho Lutero nasceu em Eisleben em 10 de novembro de 1483 e faleceu na mesma cidade em 18 de fevereiro de 1546, foi um monge agostiniano alemão, teólogo, professor universitário, "Pai do Protestantismo", e reformista da Igreja Católica, cujas ideias influenciaram a Reforma Protestante e mudaram o curso da Civilização ocidental.

 

Foi o autor de uma das primeiras traduções da Bíblia para alemão, algo que, naquela época, não era permitido pela Igreja católica sem especial autorização eclesiástica. Lutero, contudo, não foi o primeiro tradutor da Bíblia para alemão. Já havia traduções mais antigas. A tradução de Lutero, no entanto, suplantou as anteriores porque, além da qualidade da tradução, foi amplamente divulgada em decorrência da sua difusão por meio da imprensa, desenvolvida por Gutenberg, em 1453.

 

O latim, língua do extinto Império Romano, permanecia a lingua franca européia, imediatamente conotada com o passado romano glorioso, uma era de ciência, de progresso econômico e civilizacional, sendo também a língua dos textos sagrados, tal como tinham sido transmitidos às províncias do Império. Por mais longínquas que fossem, nos menos de cem anos que separam a oficialização da religião cristã pelo Imperador Romano Teodósio I em 380 d.C. e a deposição do último imperador de Roma pelo Germânico Odoacro, em 476 d.C. (data avançada por Edward Gibbon e convencionalmente aceita como ano da queda do Império Romano do Ocidente), toda a região, de forma mais ou menos homogênea, se cristianizou. O fim da perseguição à religião cristã pelo império romano se deu em 313 d.C. (Ver: Édito de Milão, Concílio de Niceia, Constantino I, A história do declínio e queda do império romano, Santo Jerónimo).

 

No entanto, o domínio do latim era, no século XVI, no fim da Idade Média (terminada oficialmente em 1453, com a tomada de Constantinopla pelos Otomanos) e princípio da chamada Idade Moderna, apenas o privilégio de uma percentagem ínfima de população instruída, entre os quais os elementos da própria Igreja. A tradução de Lutero para o alemão foi simultaneamente um ato de desobediência e um pilar da sistematização do que viria a ser a língua alemã, até aí vista como uma língua inferior, dos servos e ignorantes. É preciso adicionar que Lutero não se opunha ao latim, e chegou mesmo a publicar uma edição revisada da tradução latina da Bíblia (Vulgata). Lutero escrevia tanto em latim como em alemão. A tradução da Bíblia para o alemão não significou, portanto, rejeição do latim como língua acadêmica.

 

Foi também autor da polêmica obra "Sobre os judeus e suas mentiras". Pouco conhecida, mas muito apreciada pelo próprio Lutero, foi sua resposta a "Diatribe" de Erasmo de Roterdã intitulada De servo arbitrio (Título da publicação em português: Da vontade cativa).

     

 

SOBRE O GRAVADOR

 

                             Obra ilustrada pelo grande desenhista Paul Gustave Doré. Ele nasceu em Estrasburgo em 6 de janeiro de 1832 e morreu em Paris em 23 de janeiro de 1883, foi pintor, desenhista e o mais produtivo e bem-sucedido ilustrador francês de livros de meados do século XIX. Seu estilo se caracteriza pela inclinação para a fantasia, mas também produziu trabalhos mais sóbrios, como os notáveis estudos sobre as áreas pobres de Londres, realizados entre 1869 e 1871. Sua paixão eram mesmo as obras literárias. Ilustrou mais de cento e vinte obras, como os Contos jocosos, de Honoré de Balzac (1855);Dom Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes (1863);O Paraíso Perdido, de Milton; Gargântua e Pantagruel, de Rabelais; O Corvo, de Edgar Allan Poe; a Bíblia; A Balada do Velho Marinheiro, de Samuel Taylor Coleridge; contos de fadas de Charles Perrault, como Chapeuzinho Vermelho, O Gato de Botas, A Bela Adormecida e Cinderela, entre outras obras–primas. Ilustrou também alguns trabalhos do poeta inglês Lorde Byron, como As Trevas e Manfredo.

 

 

SOBRE A OBRA

 

                            Belíssima e gigantesca versão da Bíblia em formato elephant folio, impressa em papel grosso especial, a encadernação em alto relevo com gravação em dourado é magnífica. As gravuras em plena página são de uma beleza inigualável.