Diccionario Contemporaneo

da

Lingua Portugueza

 

 Francisco Júlio de Caldas Aulete

 

 1910c



Especificação

Autor: Francisco Júlio de Caldas Aulete


Antigo Possuidor: Pe. Eurico Torres da Silva Castro


Publicação: Lisboa, parceria Antonio Maria Pereira

 

Edição: 2ª. ed. - 1910c


Descr. Física: Tomo I e II de 2

                       2 t. em 2 vols.

                       8to. - 24x17 cm


Idioma: Português


Paginação: TI 1 f.g. + 1 f.b. + 34 p.n.n. + 914 p. + 1 f.b. + 1 f.g.

                   TII 1 f.g. + 1 f.b. + 915 a 1913 p.cont. + 1 f.b. + 1 f.g.


Conservação: Muito bom; f. levemente amareladas-acidificadas; f. f. de rosto no TII


Encadernação: NP


Ilustração: Uma vinheta na p. de tít.


Valor: R$120,00


Notas: Anterostos

            Pert. ms. na p. de tít.: "Pe. Eurico Torres da Silva Castro, seminario Maior de S. Paulo 1920".

            Texto a 2 cols.

     

 

SOBRE O AUTOR

 

                            Francisco Júlio de Caldas Aulete nasceu em Lisboa em 1826 e faleceu na mesma cidade em 23 de Maio de 1878, foi professor, lexicógrafo e político português, autor de diversos livros didácticos e iniciador do Dicionário Contemporâneo da Língua Portuguesa.

 

Filho de Francisca da Conceição Caldas e de Francisco José Aulete, contador do Tribunal da Relação de Lisboa, Caldas Aulete dedicou-se ao ensino, tendo sido professor da Escola Normal Primária de Marvila, da Escola Académica e do Liceu Nacional de Lisboa. Escreveu diversas obras de carácter didáctico destinadas a servir de manuais escolares, entre as quais a Cartilha Nacional, método para aprender simultaneamente a ler, a escrever, a ortografar e desenhar, (1873) e a Selecta Nacional, curso prático de literatura portuguesa em três volumes: Literatura (1975); Oratória (1875); e Poesia (1877).

 

Também escreveu uma Gramática Nacional (Curso Elementar) (1864), a qual por recomendação, entre outros, de António Feliciano de Castilho, foi aprovada pelo Conselho Geral de Instrução Pública, a 27 de Dezembro de 1864, como de uso obrigatório, por um período mínimo de 3 anos, nas escolas públicas de ensino primário de todo o país, com exclusão de qualquer outra. A obra ia na sua terceira edição, quando por portaria do Ministério do Reino, datada de 20 de Outubro de 1868, foi prorrogado o seu uso obrigatório nas escolas. Teve pelo menos uma nova edição em 1875.

 

Organizou a Enciclopédia das Escolas Primárias, juntamente com José Maria Latino Coelho (1869), obra que teve grande divulgação pelas escolas de Portugal e Brasil.

 

Além das obras citadas, Caldas Aulete escreveu vários cadernos para exercícios caligráficos, complementos da Cartilha Nacional e outros opúsculos.

 

Para além da escrita de trabalhos didácticos, Caldas Aulete foi o iniciador do Dicionário Contemporâneo de Língua Portuguesa, cuja primeira edição apareceu em 1881. Este dicionário, que ainda hoje é editado sob o seu nome, é um dos melhores da língua portuguesa, mas Caldas Aulete compôs apenas uma pequena parte da monumental obra, já que quando faleceu estava apenas concluída a letra A. Face ao desaparecimento do autor, a obra foi completada por António Lopes dos Santos Valente (1839-1896), o qual manteve o plano original gizado por Caldas Aulete.

 

Foi deputado às Cortes eleito pelo círculo de São Tomé e Príncipe, nas legislaturas de 1869/1870, 1879, 1870/1871 e parte da de 1872. Não teve participação relevante nos trabalhos parlamentares.

Morreu em Lisboa a 23 de Maio de 1878, solteiro e com 52 anos de idade. Foi um dos criticados por Antero de Quental no seu opúsculo Bom Senso e Bom Gosto.

 

 

SOBRE A OBRA

 

                            O Dicionário Contemporâneo da Língua Portuguesa, mais conhecido no Brasil por Dicionário Caldas Aulete, e suas reedições, é um dos mais reconhecidos dicionários de língua portuguesa e foi, desde a sua publicação em Lisboa no já distante ano de 1881, um sucesso editorial. Iniciado por Francisco Júlio de Caldas Aulete estava apenas concluída a letra A quando este faleceu. O trabalho foi continuado por António Lopes dos Santos Valente (1839-1896) e outros lexicógrafos.

 

À edição princeps de 1881 seguem-se, em Portugal. Em 1958, a obra tem a sua primeira edição brasileira, seguida de quatro reedições pela editora Delta: em 1964, 1974, 1980 e 1987. Em 2004 reaparece, em formato mini-dicionário, reeditada pela editora Nova Fronteira, a que se segue em 2005 o Caldas Aulete – Dicionário escolar ilustrado com a turma do Sítio do Pica-Pau Amarelo da mesma editora.

 

As edições do Dicionário Contemporâneo da Língua Portuguesa dividem-se em três séries: da primeira, fazem parte as edições portuguesas dos anos 1881, 1925 e 1948/1952; a segunda é composta pelas cinco edições brasileiras desse dicionário, dos anos 1958, 1964, 1974, 1980 e 1987; da terceira, faz parte a versão mini, e a sua versão infantil, publicada pela editora Nova Fronteira em 2004. São três momentos distintos da história do dicionário, com características específicas, decorrentes das mudanças nas condições de produção da obra.

 

Em 2007, toda a linha de dicionários Caldas Aulete passou para a Lexikon Editora Digital ltda., do Rio de Janeiro, que lançou, no mesmo ano, duas novas versões: o Caldas Aulete de bolso, em parceria com a editora gaúcha L&PM, e a versão para computador, em parceria com o G1, o sítio de notícias da globo.com. Esta versão, com características inovadoras, reúne a edição digitalizada do original do dicionário impresso, com c. 220 mil verbetes, e uma edição atualizada e com acréscimo de novos termos, com cerca de 86 mil verbetes, para acesso grátis pela internet. Seu modelo é o de um dicionário aberto a constante atualização, ampliação e correção, e à colaboração do público, que poderá sugerir, de acordo com os contextos de uso da língua, sejam cronológicos, geográficos, de níveis de uso ou de área de atividade, novas palavras e locuções efetivamente em uso, ou novas acepções para termos já existentes. A intenção, com isso, é, sem necessidade de novas edições ou versões, manter um registro permanentemente atualizado da língua portuguesa tal como é falada e escrita em todos os tempos, em todos os lugares, em todos os níveis, em todos os meios e ambientes.