Chronica do Muyto Alto

e Muyto Poderoso Rey

Deste Reynos de Portugal

Dom João o III

 

 Francisco D´Andrada

 

 1796



Especificação

Autor: Francisco D´Andrada


Publicação: Coimbra, na Real Officina da Universidade

 

Edição: 2ª. ed. - 1796


Descr. Física: Tomos I, II, III e IV de 4

                       4 t. em 4 vols.

                       8to. - 21x15x3.5 cm


Idioma: Português


Paginação: TI 2 f.g. + viii + xv + 1 p.b. + 385 p. + 1 p.b. + 2 f.g.

                   TII 2 f.g. + 4 p.n.n. + xix + 1 p.b. + 565 p. + 1 p.b. + 2 f.g.

                   TIII 2 f.g. + 4 p.n.n. + xx + 552 + 2 f.g.

                   TIV 2 f.g. + 4 p.n.n. + xxvii + 1 p.b. + 544 p. + 2 f.g.


Conservação: Bom; picos de inseto nas primeiras e últimas folhas de cada tomo com perda de texto; pág. com alguma acidificação e amarelamento; tapa frontal do t.iv parcialmente solta.


Encadernação: Enc. da época 1/4 em couro marrom castanho, lombada gravrada em dourado.


Ilustração: Algumas vinhetas e tarjas.


Valor: R$1.000,00


Ref. Ext.: Innocencio 2, 332-334

                Borba de Moraes 1, 29-30

                Samodães 4, 542

                Avila-Perez 198


Notas: Anterosto

            Por baixo do pé de imprensa: "Com a licença necessaria"

            Na p. de tít., pequena grav. xilogr. escudo das armas reais.

            No TII as p. 219 e 233 num. 216 e 333 respect.

            No TIII a p. 397 num. 197.

        

     

SOBRE O AUTOR

 

                            Francisco de Andrade foi Comandante da Ordem de Cristo, membro do Conselho de Estado, Chefe da Guarda Arquivos e Chefe do cronista do Reino. Nasceu em Lisboa, filho de Fernão Alvares d´Andrade, fidalgo da casa Real e irmão de Diogo Paiva d´Andrade e de Fr. Thomé de Jesus. Presume-se que deva ter nascido por volta de 1540, e faleceu em Lisboa no ano de 1614.

 

 

SOBRE A OBRA

 

                            Segunda edição sendo a primeira impressa em Lisboa, em 1613, é muito rara. Esta é a história do reinado de D. João III de Portugal (1521-1557), o "forte de vontade e fraco de espírito ascético", e foi chamado por Figueiredo uma das cinco melhores obras clássicas em Português.

 

Como todas as crônicas Renascentistas de Portugal, a história vive de forma mais alargada sobre as recentes conquistas de Portugaol no Oriente e no Brasil, deixando relativamente pouco espaço interno para os acontecimentos do reino. A Inquisição desencorajou qualquer ênfase em assuntos internos, especialmente em obras como esta, escrita no vernáculo. Dos 413 capítulos do livro, pelo menos 291 trata parcial ou totalmente com atividades dos portugueses no Oriente, em Goa, Diu, Chaul, e Calicut na Índia, Ternate e Malaca, Ceilão, e na China. Outros 46 capítulos estão preocupados com a África e as Mideast, por exemplo, Moçambique, Zanzibar, Etiópia, Ormuz, Suez, Cequer Alcácer, Tânger, Ceuta e Arzila.

 

Há também um capítulo (IV, 32) sobre a fundação de Salvador, no Brasil, conforme o autor diz na introdução a este capítulo, o rei e seu Conselho paga menos atenção a essa área, no momento, "avendoas por menos importantes, porque os proveitos Dellas se esperavão mais da grangearia da terra, que fazem comércio da gente.... ".