Brasilianische Pflanzer Wohnung

Moradia dos Plantadores Brasileiros

 

Maximilian Prince of Wied-Neuwied

 

 1820




Especificação

Autor: Maximilian Prince of Wied-Neuwied


Escultor: Stein grav. von Aichinger


Gravador: Härisle


Publicação: Frankfurt, 1820


Descr. Física: AF 26.5x20.3 cm

                       AI 19x10.5 cm


Idioma: Alemão


Verso: Branco


Conservação: Bom; pequena mancha de umidade nas bordas; dois mínimos furos na borda esquerda.


Valor: R$400,00


Pag. n.: Plate 6


Pub. Tít.: Reise nach Brasilien in den Jahren 1815 bis 1817


Notas: Litogravura

            Assin.: in Stein v. Aichinger

            Na borda superior: Reise des Pr. v. Neuwied

     

 

SOBRE O AUTOR

 

                       Maximilian Alexander Philipp zu Wied-Neuwied nasceu em Neuwied em 23 de setembro de 1782 e faleceu na mesma cidade em 3 de fevereiro de 1867, foi um príncipe renano que esteve no Brasil no início do século XIX e aqui estudou a flora, a fauna e as populações indígenas. Foi um naturalista, etnólogo e explorador alemão.

 

Foi o autor de Viagem ao Brasil, publicado por volta de 1820 com detalhadas descrições sobre tudo o que pôde observar. Contou com o apoio de dois auxiliares alemães,Georg Freyreiss e Friedrich Sellow, com experiência em coleta e preparação de animais.

 

Chegou ao Brasil, em 1815 com o pseudônimo de Max von Braunsberg. Por dois anos, pesquisou o litoral e regiões do interior do Rio de Janeiro, Espírito Santo e do sul da Bahia, chegando a Salvador em suas viagens de pesquisa. Reuniu, entre outros objetos etnológicos, vocabulários e utensílios de tribos indígenas (como a dos Botocudos), plantas e animais.

 

Em 1817, passou no Arraial da Conquista, atualmente a cidade de Vitória da Conquista, Bahia, fazendo então no seu livro "Viagem ao Brasil", o relato mais importante desta cidade e região que nos tempos atuais são conhecidos daquela época.

 

Em 1821, no segundo volume de seu livro, Nuewied descreveu um tipo de anfíbio pertencente à família Bufonidae e o classificou como Bufo Crucifer, nome dado devido ao efeito ótico do arranjo de manchas ao longo da vértebra, o que dava a impressão de uma sequência cruzes.

 

Em sua época a natureza tropical foi assumida pelos integrantes do movimento romântico como motivo maior de orgulho nacional, e o príncipe foi dos que registraram esse novo tipo de sensibilidade. Em seu relato de viagem, comentou:

 

"Até agora, a natureza realizou mais para o Brasil do que o homem: contudo, após a vinda do rei, muito se tem feito em benefício do país

 

Por outro lado, como comenta a «Brasiliana» abaixo citada, «o século XIX, conservador, valoriza o Estado e a família, como se seus próprios códigos de organização e conduta fossem princípios universais indicadores de perfeição. Assim, o ´primitivo´ perde a conotação de liberdade e virtude que possuiu no Século das Luzes e passa a indicar incompletude, inferioridade. O primitivo estaria na fronteira entre o animal e o humano. O príncipe de Wied-Neuwied descreveu da seguinte maneira os botocudos:

 

«Domina as suas faculdades intelectuais a sensualidade mais grosseira, o que não impede que sejam às vezes capazes de julgamento sensato e até de uma certa agudeza de espírito. (…) Mas, como não são guiados por nenhum princípio moral, nem tampouco sujeitos a quaisquer freios sociais, deixam-se levar inteiramente pelos seus sentidos e pelos seus instintos, tais como a onça nas matas.»